Mário Centeno confirma pedido de demissão de Álvaro Nascimento e José de Matos.
O ministério das Finanças, em declarações ao Económico, confirma a demissão da administração da CGD, uma notícia avançada pelo Público esta manhã, mas acrescenta que "fica em funções até ser substituída”.
A administração do banco público enviou uma carta ao ministro das Finanças, em Junho, dando conta de que as condições para se manter no exercício do cargo se tinham esgotado escreveu o Publico na sua edição de hoje.
Ainda na mesma declaração, o ministério de Mário Centeno faz saber que “não vai haver nenhuma ausência da administração na CGD”.
A preocupação de Centeno é compreensível na medida em que o banco público já está a funcionar com o número mínimo de administradores permitidos pelos estatutos, o que acontece depois de Jorge Cardoso Pires ter em Agosto de 2014 ido para o Novo Banco, e com a renúncia, em Maio deste ano, de Maria João Carioca e Nuno Thomaz.
Sobre a tomada de posse de António Domingues, para a presidência da CGD as últimas afirmações do ministro sobre o tema proferidas durante a conferência de imprensa de 22 de Junho ,davam conta de que a nova administração estará a trabalhar em Julho.
No dia em que toma posse a comissão parlamentar de inquérito à CGD, a administração do banco cujo mandato tinha terminado em Dezembro fez saber que não tem mais condições para continuar.
O jornal Publico avança que a renúncia terá sido apresentada ao ministro das Finanças, Mário Centeno, em carta com data de 21 de Junho, com efeitos a partir de 30 de Julho.
Apesar de não se conhecer o conteúdo da carta o Público adianta que “numa linguagem dura” a actual administração remete para o Governo a responsabilidade pela indefinição que se vive no banco público há meses.
A existência da carta foi conhecida ontem depois dos presidentes, Álvaro Nascimento e José de Matos, terem enviado um e-mail aos trabalhadores da CGD afirmando que “chegou ao fim a jornada em que convosco servimos a CGD”.
Com o mandato da actual administração no fim, o governo terá convidado em meados de Março, o vice-presidente do BPI, António Domingues para liderar a CGD. Mas a tomada de posse tem vindo a ser adiada, com o ministro Mário Centeno a afirmar a 22 de Junho, um dia depois de ter recebido a carta, que o novo presidente entraria em funções em Julho.
