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TRABALHADORES DA CGD PEDEM “SERENIDADE” E DEFENDEM SOLIDEZ DO BANCO CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS
2016-07-29
DINHEIRO VIVO
Filipe Paiva Cardoso 29.07.2016 / 15:35

Trabalhadores atacam "coro" que tem colocado banco nas bocas do mundo, reagindo aos rumores com os números e as contas da CGD.

Depois de José de Matos, CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD), e de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, agora foi a vez do sindicato dos trabalhadores das empresas do grupo CGD (STEC) vir a público reafirmar a solidez das contas e dos rácios do banco público. Todos estes intervenientes procuram assim compensar o impacto das notícias e rumores sobre a reestruturação do banco e as suas necessidades de capital.


“A CGD tem andado nas ‘bocas do mundo’, porque a nova administração nunca mais toma posse, porque precisa de ser recapitalizada, porque Bruxelas nunca mais dá ‘luz verde’, porque tudo isto está a paralisar a sua atividade, porque os clientes se inquietam e as empresas reclamam, porque…”, começa por ler-se no comunicado agora divulgado pelo STEC, numa clara alusão ao que vai sendo colocado na praça pública sobre o banco. Mas contra rumores, o STEC avança com números.


“Face a este coro, que naturalmente afeta a imagem da CGD, a direção do STEC apela à serenidade e convida todos os trabalhadores a olharem e refletirem sobre os números reais da CGD.


” O sindicato analisa de seguida a evolução das contas dos principais bancos que atuam em Portugal, reportando-se ao último exercício completo de prestação de contas, 2015. “Quanto ao crédito concedido à economia, a CGD continua a ser, como se pode ver, o principal banco e o que mais apoia às empresas e as famílias”, assegura o STEC. Em termos de quota de mercado no crédito concedido, a CGD atinge os 21,8%, contra os 17,4% do BCP ou 11,9% do Novo Banco, recorda o comunicado.


Os trabalhadores da CGD destacam de seguida que a CGD continua a ser “inquestionavelmente o ‘mealheiro’ dos portugueses”, tendo conseguido aumentar o total de depósitos de 70,7 mil milhões para 72,99 mil milhões entre 2014 e 2015, “apesar de praticar das mais baixas taxas de juro” no mercado.


O STEC aponta ainda que no final de 2015 o rácio de liquidez – níveis de tesouraria – do banco público encontrava-se “bastante acima” dos principais bancos presentes em Portugal e que em termos de imparidades, se estas forem medidas em percentagem do crédito total concedido, a CGD acaba por ter dos rácios mais baixos no período entre 2008 e 2015 – 5,3 mil milhões de imparidade no crédito para 77,4 mil milhões de crédito bruto.


O sindicato termina o comunicado esclarecendo os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos que a recapitalização da CGD que tanto se fala “resulta fundamentalmente da exigência do Banco de Portugal e do BCE aos bancos, no sentido de aumentarem os seus rácios de capital, embora no que se refere à CGD estes continuem a ser superiores aos mínimos regulamentares”.


Esta semana, no arranque dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD, José de Matos, o ainda CEO do banco público, fez questão de saudar o esforço feito pelos trabalhadores do banco público nos últimos anos, apesar do “enquadramento contratual discriminatório” de que foram alvo, tendo igualmente colocado o foco das necessidades de capital da CGD nas exigências prudenciais apresentadas pelo supervisor.

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Fotografia: Hernâni Pereira