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LUCROS DO BNU EM MACAU CRESCERAM 17% NO PRIMEIRO SEMESTRE
2016-08-02
NOTÍCIAS AO MINUTO

POR Lusa

12:08 - 02/08/16 

 

O BNU em Macau teve lucros de 278,5 milhões de patacas (cerca de 31 milhões de euros) no primeiro semestre, mais 17% do que no mesmo período de 2015, disse hoje à Lusa o presidente executivo do banco.


Pedro Cardoso destacou que este resultado líquido segue "a senda dos últimos quatro anos", sendo este "o quinto ano consecutivo de subida do volume de negócios e da rentabilidade" do BNU em Macau, que pertence ao grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD).


Segundo os dados que revelou à Lusa - que serão publicados na quarta-feira no Boletim Oficial de Macau -, o volume de negócios cresceu 16,9% no primeiro semestre, um ritmo de crescimento "mais moderado do que no passado" e "mais expressivo nos depósitos do que nos empréstimos" devido, essencialmente, à diminuição da procura de crédito associada à situação da economia local, por causa do ajustamento do setor do jogo.


"Neste momento, estamos a crescer [no crédito] a um dígito percentual e no passado crescíamos claramente a dois dígitos", explicou, acrescentando que "quando este ajustamento começou", há mais de dois anos, "o banco estava num processo de reestruturação e a colher frutos da segmentação e esse efeito não foi imediato".


"Por outro lado, também é natural que numa fase do ciclo económico menos favorável" as instituições financeiras sejam "um pouco mais seletivas" em termos "de filtro" quando concedem créditos, disse ainda.


Segundo Pedro Cardoso, a contração do setor do jogo em Macau - pilar da economia, que fez cair o PIB da região mais de 20% no ano passado e 13,3% no primeiro trimestre de 2016 - tem ainda impacto, na atividade do banco, a nível "de negócio gerador de comissões", relacionadas, por exemplo, com processamentos de pagamentos com cartões de crédito.


No entanto, a evolução positiva de outras áreas "dentro desse universo", ligadas às caixas automáticas, emissão de cartões de crédito ou seguros, "têm mitigado" o impacto associado ao jogo, afirmou.


Na generalidade, e face à situação da economia local, o BNU está mais cauteloso "em termos de visto de crédito" e "ainda mais cuidadoso no controlo das despesas", como "é natural", explicou.


Pedro Cardoso destacou que as despesas do banco subiram 2,8% em relação ao primeiro semestre de 2015 e sublinhou a "qualidade da carteira de crédito", com o incumprimento há mais de 90 dias a não ir além dos 0,17%.


Os resultados do primeiro semestre do BNU em Macau revelam ainda um aumento de 13,5% da margem financeira e uma diminuição dos custos face aos proveitos ('cost to income'), que ficaram abaixo dos 30%, algo que "não é muito frequente a nível internacional", segundo o presidente executivo do banco.


Por outro lado, o BNU continuou a aumentar o número de clientes em Macau: no final de junho eram quase mais nove mil do que há um ano e aproximavam-se dos 220 mil, perto de um terço da população da cidade.


Sobre a economia de Macau, Pedro Cardoso disse não prever "grande alteração" no atual "enquadramento" no resto do ano, mas perspetivou uma evolução positiva "a mais longo prazo", com os benefícios que trarão infraestruturas atualmente em construção a nível de hotéis e 'resorts', de acessibilidades à região e de mobilidade dentro da cidade.


No que toca ao segmento dos clientes ligados aos países lusófonos, o volume de negócios cresceu no primeiro semestre 86%, disse, sem dar detalhes sobre os valores, atribuindo este aumento às "oportunidades que se abrem" na ligação que o banco tem à CGD e a outros países de língua portuguesa.


"É uma área em que obviamente continuamos a apostar e temos uma equipa dedicada em exclusivo à sua dinamização", que "procura promover sinergias com as empresas do grupo CGD", explicou.

Os resultados do BNU de Macau representaram 43% da atividade internacional da CGD em 2015 e a instituição está entre os três maiores bancos portugueses ou com participações de bancos portugueses no estrangeiro, em termos de resultados e ativos.

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Fotografia © Reuters