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TRABALHADORES DA CAIXA: "NÃO BASTA DIZER QUE SE TEM DE REDUZIR"
2016-09-02
NEGÓCIOS ONLINE

DIOGO CAVALEIRO | diogocavaleiro@negocios.pt | 02 Setembro 2016, 00:01


A comissão de trabalhadores já pediu uma reunião, na próxima semana, com a administração de António Domingues para perceber quais as ideias para o banco.
 

O sindicato da Caixa quer colocar aumentos salariais em cima da mesa.
 

Os funcionários da Caixa Geral de Depósitos querem conhecer o plano de António Domingues para a instituição financeira e a sua implicação nos 9.537 postos de trabalho. Certo é que, segundo defendem o sindicato e a comissão de trabalhadores do banco público, o referido plano tem de motivar o quadro de pessoal e de garantir o serviço público.
 

Ao Negócios, Jorge Canadelo adianta mesmo que já foi pedida uma reunião da comissão de trabalhadores com a nova administração - que entrou em funções esta quarta-feira - para a próxima semana, até para saber quais os planos para o futuro da instituição financeira: é "um passo fundamental que falta", diz. Mas a comissão de trabalhadores da CGD já tem ideias: "não basta dizer que se tem de reduzir. Tem de se olhar com muita cautela para a estrutura orgânica e para o quadro de pessoal". O órgão representativo dos trabalhadores do banco público não se vai opor à continuação de programas de reformas antecipadas, como têm vindo a ser feitos desde 2010, mas alerta que a Caixa "já está em níveis muito baixos" de pessoal para continuara assegurar o"serviço público". Jorge Canadelo lembra que a instituição financeira, até aqui sob o comando de José de Matos, tem "necessidade de chegar onde não chegam os privados". Ou seja, a capacidade de a Caixa estar presente fisicamente em locais onde outros bancos não estão não pode ser questionada, na opinião da comissão. A responsabilidade de eventuais erros no redimensionamento do grupo será atribuída não só a António Domingues como ao Governo, representante do acionista Estado, avança Canadelo. "Vamos aguardar o tal plano", diz Manuela Graça, do secretariado do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas da CGD (STEC), enquanto deseja à administração de António Domingues que "exerça as suas funções". Para já, não se quer comprometer com posições, até pelo momento de turbulência, pelo que, defende, a Caixa tem passado. O importante, argumenta Manuela Graça, "é retomar a confiança dos clientes e dos trabalhadores".Enquanto aguarda pelo plano,o STEC vai "colocar questões reivindicativas" • em cima da mesa, como aumentos salariais (Manuela Graça relembra a abertura para a subida das remunerações na administração) e o descongelamento de carreiras.
 

Gestão já tem pelouros

Num período em que se fala no corte de 2.500 postos de trabalho no grupo estatal, a gestão dos recursos humanos na CGD está a cargo do administrador Tiago Ravara Marques, que tinha esse pelouro no BPI (criticado pelo Sintaf, da CGTP, pela condução da sua função enquanto chefe de missão da Associação Portuguesa de Bancos nas revisões do contrato colectivo na banca). Emídio Pinheiro, vindo do angolano BFA, fica com a unidade de Angola da CGD e outras áreas internacionais. Pedro Leitão, ex-administrador da PT, é o responsável pelo segmento de empresas.

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