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TRABALHADORES DA CGD ADMITEM INTENSIFICAR LUTA EM 2018
2017-12-06
EXPRESSO

LUSA - 06.12.2017 às 14h47

Presidente da direção do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) quer que em janeiro haja “alguma leitura” da concentração desta tarde, em Lisboa, dos trabalhadores e reformados do banco para exigir o descongelamento salarial.

Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) podem intensificar em 2018 as ações de luta, "havendo sempre a possibilidade de uma paralisação", caso a administração do banco continue sem descongelar salários, segundo fonte sindical.

Esperando que seja agendada uma reunião em breve, João Lopes, presidente da direção do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), quer que em janeiro haja "alguma leitura" da concentração de hoje, em Lisboa, dos trabalhadores e reformados da CGD para exigir o descongelamento salarial.

"Se a leitura for de bloqueio e continuação da mesma atitude, é evidente que temos de convocar o conselho nacional, a direção ou fazer um plenário de trabalhadores e decidir o que vamos fazer a seguir", disse o dirigente sindical à agência Lusa, sublinhando estar sempre em cima da mesa "a possibilidade de ser fazer uma paralisação".

"Nós tentaremos nunca fazer nada que não esteja de acordo com o sentimento das pessoas", garantiu João Lopes, referindo a necessidade de "se fazer alguma coisa", por "não se poder aceitar pacificamente este estado de coisas".

A concentração, que juntava pelas 12h várias dezenas de pessoas e que o sindicato espera que conte com "cerca de 200", serve para "mostrar a situação de descontentamento e de revolta que está a grassar dentro da empresa e entre os antigos trabalhadores da empresa" devido à falta de evolução salarial, explicou.

Devido ao facto de as pensões estarem indexadas aos salários, os reformados "estão há oito anos sem qualquer atualização", explicou ainda o dirigente sindical à agência Lusa.

Após o Orçamento do Estado para 2017, que "desbloqueou os salários", os trabalhadores esperaram uma decisão dos administradores da CGD, que, porém, "se mostram indisponíveis para negociar salários" para o atual ano, nomeadamente a "contagem dos anos de 2013 a 2016 para efeitos de [progressão na] carreira".

Porém, os salários da administração foram aumentados, criticou o dirigente do STEC.

Em frente à sede da CGD, em Lisboa, os trabalhadores no ativo e na reforma empunhavam bandeiras de várias cores do sindicato, junto de uma faixa em que se lia "repor a carreira, aumentar o salário" e de balões de grandes dimensões que mostravam a frase "os trabalhadores da CGD não têm culpa".

Na segunda-feira, quando foi anunciado o protesto, contactada pela Lusa, fonte oficial do banco público disse que "a Caixa está a desenvolver uma profunda reestruturação" para "cumprir o plano estratégico aprovado", acrescentando que se trata de um plano "exigente e que implica um esforço de toda a instituição para ultrapassar o período de seis anos de prejuízos consecutivos".

A mesma fonte referiu que a CGD "tem cumprido escrupulosamente com a lei e toda a regulamentação aplicável" e que, "naturalmente, tem mantido um contacto muito próximo e frequente com os seus trabalhadores e com os seus representantes".

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Fotografia: João Carlos Santos