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GREVE NA CGD: SINDICATO DIZ QUE HÁ FORTE ADESÃO E BANCO FALA EM 30%
2018-08-24
EXPRESSO

ISABEL VICENTE 
24.08.2018 às 13h20


A greve marcada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas da CGD (STEC) para esta sexta-feira está a ser sentida em todo o país, com dezenas de balcões encerrados. Segundo o banco, ao final da manhã a adesão rondava os 30%

A greve dos trabalhadores da Caixa está a ter uma forte adesão, afirmou ao Expresso João Lopes do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC). "Não há um só balcão a funcionar normalmente. Há dezenas de balcões encerrados e outros que, tendo trabalhadores, estão fechados por não terem condições para abrir". A esmagadora maioria dos balcões, diz, não estão a funcionar normalmente.

Em contrapartida, Maria João Carioca, administradora da CGD, afirma que os números do banco apontam para uma adesão à greve "pouco acima dos 30%". "Sendo um direito que reconhecemos, esperamos que perturbe o menos possível a normalidade na Caixa".

O STEC é o sindicato mais representativo da Caixa com 78% dos cerca de 65% de trabalhadores sindicalizados.

A greve marcada para esta sexta-feira decorre da denúncia aos acordos de empresa com os sindicatos por parte da administração do banco público. O objetivo da administração liderada por Paulo Macedo é, segundo os sindicatos, acabar com alguns direitos que estão espelhados nos acordos como por exemplo a progressão automática de carreiras, o fim das anuidades e diuturnidades, a contratualização da cláusula de assistência médica e cuidados de saúde e a imposição de limites ao crédito à habitação concedidos aos trabalhadores da Caixa com condições especiais. Tudo para reduzir custos.

No que diz respeito à cláusula de assistência média e cuidados de saúde a Caixa esclarece que esta "é assegurada pelos Serviços Sociais e está consagrada na Lei Orgânica da CGD e como tal, encontra-se fora do âmbito da negociação entre as partes para o novo Acordo de Empresa" . Refere ainda que "considerando o AE, enquanto instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, não se pode sobrepor ao disposto na referida Lei Orgânica, o facto de na proposta de novo AE não existir qualquer referência a Assistência Médica e Cuidados de Saúde assegurados pelos Serviços Sociais, não tem qualquer impacto no funcionamento dos Serviços Sociais da CGD, ou seja, nada é alterado".

Foi em resposta a estas alterações que a greve foi marcada.



Noticia atualizada ás 17.30 para acrescentar que prestação de Assistência Médica e Cuidados de Saúde não faz parte das negociações
 

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Fotografia: MIGUEL A.LOPES / LUSA