Sexta-Feira, 06 de Setembro de 2019

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A situação das trabalhadoras da CGD antes e depois do 25/04/1974
> por Bertina Sousa

Como é sabido, o 25 de Abril de 1974 permitiu significativas mudanças na vida dos trabalhadores da CGD, destacando-se o direito à sindicalização e a melhoria das suas carreiras e remunerações.

No caso das mulheres, as mudanças foram ainda maiores. De facto, antes do 25 de Abril, as mulheres não eram admitidas na CGD em pé de igualdade com os homens. Não podiam concorrer para “empregados de carteira”, mesmo que tivessem as habilitações académicas requeridas ou mesmo superiores. Restava-lhes os concursos para funções menos qualificadas, como telefonistas ou dactilógrafas. Depois de serem empregadas da Caixa, e tendo as habilitações necessárias, podiam então concorrer para outras funções. Havia uma excepção: as mulheres licenciadas podiam entrar para a carreira técnica, embora o seu número, na altura, fosse muito reduzido. Também não havia nenhuma mulher gerente ou diretora e, embora a percentagem de mulheres no número total de trabalhadores fosse baixa, a sua situação profissional era ainda mais desequilibrada.

A partir do 25 de Abril, a igualdade de acesso às funções passou a ser uma realidade. A evolução até aos dias de hoje mostra bem a importância do caminho percorrido.

No meu caso pessoal, fiz concurso para dactilógrafa em meados de 1973 e comecei a trabalhar na CGD em 02/01/1974 (já era aluna universitária), com a categoria de dactilógrafa-suplementar e, passados uns meses, de dactilógrafa, tendo sido reclassificada em “Administrativo” em 01/04/1975. Mais tarde, já licenciada em Economia pelo ISEG, concorri e entrei para a carreira técnica em 1984. Aposentei-me após 38 anos de trabalho na CGD e, ao longo deste período, pude acompanhar estas importantes mudanças, para as quais julgo ter dado também um modesto contributo.
 

Bertina Sousa

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