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Quinta-feira, 18 de Julho, 2024

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Negociação salarial CGD/STEC
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Realizou-se nova reunião de negociação salarial para o ano de 2024, a primeira após a Administração da CGD, ter decidido avançar unilateralmente com um adiantamento salarial irrisório de 3.25% (valor médio), violando o direito à negociação coletiva e subvertendo o processo negocial em curso.

 

Esta foi a primeira reunião após a Greve de 1 de março no Grupo CGD convocada pelo STEC, em que um dos Administradores afirmou publicamente nesse mesmo dia, que haveria por parte da Empresa a vontade de ir ao encontro dos anseios e expetativas dos trabalhadores, e após terem sido anunciados em definitivo os extraordinários resultados de 2023 no valor de 1291 milhões de euros.

 

Perante tudo isto esperava-se naturalmente, um reconhecimento na atualização da Tabela Salarial, que viesse ao encontro da última proposta do STEC, mas tal não aconteceu!

 

A intransigência persistiu, com a CGD a insistir nos mesmos argumentos falaciosos de sempre, nomeadamente, por um lado, o risco de insustentabilidade financeira da Empresa, mesmo perante os lucros recorde registados em 2023, por outro lado, mantém-se a intenção de substituir aumentos salariais justos e dignos por prémios de desempenho que não são universais, não são garantidos para futuro e estão envoltos em critérios opacos, arbitrários e discriminatórios.

 

Perante este triste cenário, o STEC, provando uma vez mais a sua boa-fé negocial, voltou ali naquele momento a reformular a sua proposta para 5.65% com um mínimo de 105€, tendo a CGD, no dia seguinte à reunião, apresentado nova contraproposta de 3.4% com um mínimo de 55€ (sendo que 52,63€ já foram processados no passado mês de fevereiro) para 2024 e 2% para 2025 (valores médios).

 

A evolução apresentada pela CGD de 3.25% para 3.4% (valores médios), referente à negociação salarial para o ano de 2024 é exígua e indecorosa, considerando que a Empresa apresentou no mês transato o melhor resultado da sua história, superando folgadamente os lucros de todos os restantes Bancos a operar em Portugal!

 

Naturalmente, o STEC não aceitará esta proposta da Administração da CGD, que continua a ser manifestamente insuficiente e não permite recuperar a brutal perda de poder de compra que trabalhadores e reformados sofreram nos últimos anos.

 

A Direção do STEC dará conhecimento do desenvolvimento das negociações, com a certeza de que o momento que vivemos requer a resistência e a união de todos, sendo por isso importante relembrar que realizar-se-á no próximo dia 5 de abril um Conselho Nacional do STEC.

 

 

A Direção

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