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Após reestruturação da Caixa, PCP pede fim de fecho de balcões e mais transparência
JORNAL DE NEGÓCIOS
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Rita Atalaia
16 de Março de 2021 às 19:00
 
 

O banco estatal concluiu a sua reestruturação no final do ano passado. Para o futuro, o PCP quer que seja adotado um conjunto de orientações para o banco estatal, nomeadamente em termos de balcões e comissões.

 

Com o fim do processo de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos (CGD), o PCP quer agora que o banco estatal ponha fim ao encerramento de balcões, mas que também cobre comissões mais baixas aos clientes. Isto além de exigir mais transparência sobre os planos estratégicos do banco, incluindo aquele que agora vai ser definido após a conclusão do compromisso com Bruxelas.

 
“Ao longo deste período de quatro anos, nem os trabalhadores da CGD nem a Assembleia da República tiveram acesso à versão completa deste plano [de reestruturação], embora as suas consequências estejam à vista de todos”, lê-se num projeto de resolução do PCP a que o Negócios teve acesso.
 

De acordo com o mesmo documento, “a redução do número de trabalhadores, o encerramento de balcões, o ainda maior alinhamento com as práticas da banca privada, levaram a uma perda de proximidade às populações, a uma perda de quota de mercado e representatividade, com consequências na prestação do serviço público que a Caixa tem por missão prosseguir”.

 

Além disso, os últimos anos “ficaram ainda marcados pelo aumento das comissões bancárias”. Ou “ainda pela venda de património da CGD, cujos contornos não são ainda plenamente conhecidos”, refere.

 

“Este é o momento de definir linhas de orientação para a Caixa, que a afastem das opções dos últimos anos, e que a reaproximem de critérios de gestão associados ao interesse público”, diz o PCP.

 

 

O plano do PCP para a CGD:

 
  1. O fim da política de encerramento de balcões, garantindo uma CGD de proximidade, garantindo o acesso de populações a serviços bancários, potenciando assim a sua quota de mercado;
  2. A valorização dos trabalhadores da CGD e o fim de práticas laborais inaceitáveis, de que são exemplo as pressões para impingir a pré-reforma ou as rescisões de mútuo acordo, ou o crescente recurso ao outsourcing, contrariando direitos conquistados pelos trabalhadores;
  3. Uma política de comissionamento que, pelo peso da CGD no mercado bancário, promova a redução geral das comissões cobradas pela banca;
  4. A gestão criteriosa do património da CGD e a transparência sobre a venda de património nos últimos anos;
  5. Uma atuação da CGD que promova o investimento em sectores produtivos, em inovação e tecnologia, o financiamento às famílias e a micro, pequenas e médias empresas, com especial importância para enfrentar a crise económica e social decorrente do surto epidémico de COVID-19;
  6. Uma maior transparência sobre planos estratégicos e opções de fundo da CGD, designadamente com o envolvimento das organizações representativas dos trabalhadores, desde logo no que diz respeito à avaliação do Plano Estratégico 2017-2020 e da elaboração do novo plano estratégico;
  7. A garantia da prossecução do interesse público, e a nomeação de uma administração capaz de cumprir com esse desígnio.