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Fotografia: Miguel A. Lopes / Lusa

Caixa Geral de Depósitos volta a ter uma greve no fim do ano por divergência nos aumentos salariais
EXPRESSO

Diogo Cavaleiro

17 dezembro 2021 – 11:16

 

 

Aumentos salariais propostos pela CGD são de 0,4%, o que não agrada aos sindicatos. STEC avança para greve.

 

As palavras de ordem contra a administração da Caixa Geral de Depósitos vão voltar a sair para a rua. O sindicato mais representativo do banco público, o STEC, convocou uma paralisação para os últimos dois dias do ano. A divergência com a administração em relação aos aumentos salariais está na origem desta decisão.

 

“Estamos a chegar ao final do ano sem qualquer atualização salarial e a disponibilidade da CGD para voltar a sentar-se à mesa das negociações será apenas no final do corrente mês, mais uma vez numa postura de desconsideração e afronta”, indica um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do grupo Caixa Geral de Depósitos.

 

A greve está agendada para as últimas quinta e sexta-feira do ano, 30 e 31 de dezembro, sendo que no primeiro desses dias está também marcada uma concentração junto à sede, em Lisboa. A Caixa contava, no fim de setembro, com 6.189 na sua atividade bancária doméstica, sendo que os custos com pessoal representavam 29% do produto bancário em setembro, mais equilibrado que os 30,5% de um ano antes.

 

O banco propõe um aumento médio de 0,4% dos salários, mas, ainda que superior aos 0,2% inicialmente propostos, fica aquém daquilo que quer o STEC e os restantes sindicatos, que apontam para os 2%.

 

No comunicado, o STEC diz que “a inflação prevista para 2021 é superior a 1%” e “com o aumento proposto pela CGD os trabalhadores continuarão a perder poder de compra, o que sucede desde 2010, dado que desde esse ano apenas ocorreram três atualizações salariais na empresa a que acresce os 4 anos de carreira (2013-2016) completamente apagados”.

 

O sindicato lembra os lucros que o banco público tem apresentado bem como a entrega de 300 milhões de euros em dividendos ao Estado, que foi decidida de forma extraordinária pela equipa de Paulo Macedo.

 

A divergência entre o STEC e a CGD já motivou a greve de 9 de agosto e, além disso, entre 13 de dezembro e 14 de janeiro foi promovida uma paralisação às horas extraordinárias.

 

Este tem sido um ano complicado para o sector bancário: além da luta na CGD, houve greve conjunta entre todos os sindicatos por conta dos despedimentos coletivos no Santander e no BCP. A negociação do aumento salarial no âmbito do acordo coletivo de trabalho com os bancos não tem estado fácil, da mesma forma: os sindicatos recusaram os 0,4% de aumento propostos pelos bancos, e pediram intervenção estatal.

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