stec_logo
Sábado, 4 de Dezembro, 2021

NOtÍCIAS DE IMPRENSA

Caixa reestruturou créditos de 3.000 famílias e 600 empresas que estavam em moratória
ECO SAPO
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email

Alberto Teixeira
4 Novembro 2021

 
 
A Caixa reestruturou créditos de 3.000 famílias e de 600 empresas que estavam protegidas pelas moratórias, totalizando os 480 milhões de euros.
 
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reestruturou créditos de 3.000 famílias e de 600 empresas que estavam protegidos pelas moratórias, totalizando os 480 milhões de euros, revelou o banco esta quinta-feira.
 
Estes números refletem “as atitudes preventivas e de antecipação dos efeitos do fim das moratórias” em setembro, frisou o administrador financeiro da instituição, José de Brito, na conferência de apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano. A Caixa registou uma subida de 9,4% dos lucros para 429 milhões de euros até setembro.
 
De acordo com o banco, foram reestruturados 330 milhões de euros em empréstimos de particulares e 150 milhões de euros em empréstimos de empresas cujos contratos estavam abrangidos pelas moratórias.
 
Com o fim das moratórias, expiraram 6,2 mil milhões de euros em empréstimos que se encontravam suspensos no seu pagamento por causa da pandemia, sendo que ainda estão ativas moratórias no valor de 210 milhões de euros que vão expirar até final do ano.
 
Segundo o CEO da Caixa, Paulo Macedo, o tema das moratórias não será um problema para o banco nem para o setor. “Achamos que não vamos ter um problema macro, e não vamos ter um problema na banca”, disse aos jornalistas.
 
Neste momento, a CGD assiste a um nível de incumprimento de 3% na parte das famílias e de 4% na parte das empresas que pediram moratórias, mas Macedo admite que este cenário pode agravar-se. “Temos de ver o que vai acontecer daqui a três e seis meses, mas os primeiros sinais são positivos”, destacou.
 
Durante a sessão, também foi comentado o tema da crise de matérias-primas e dos elevados custos de energia, fatores que poderão ter impacto nas empresas se os problemas se prolongarem por muito tempo.
 
Também por essa razão o banco vai manter imparidades “preventivas” de 500 milhões de euros para fazer face a eventuais desenvolvimentos negativos. E tão cedo estas imparidades vão ser revertidas, admitiu o administrador financeiro.
 
 
(Notícia atualizada às 18h56)