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CGD com lucros de 81 milhões no primeiro trimestre
JORNAL DE NEGÓCIOS
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Rita Atalaia rita

13 de Maio de 2021 às 17:19
 
 

O banco liderado por Paulo Macedo tinha registado lucros de 86 milhões de euros no mesmo período do ano passado, quando constituiu 60 milhões de euros devido à pandemia de covid-19.

 

A Caixa Geral de Depósito (CGD) obteve lucros de perto de 81 milhões nos primeiros três meses do ano, o que representa uma descida de 6% face ao mesmo período do ano passado. Isto num período em que a instituição financeira voltou a reforçar imparidades para crédito devido à crise pandémica.

 

“Com a atividade económica ainda condicionada pelas medidas restritivas resultantes da pandemia covid-19, e num contexto desafiante e ainda de incerteza, o Grupo Caixa Geral de Depósitos gerou um resultado líquido consolidado nos primeiros três meses de 2021 de 80,7 milhões de euros, (-6,5% face ao período homólogo de 2020), equivalente a uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 4,2%”, refere o banco no comunicado enviado esta quinta-feira à CMVM.

 
Isto num período em que, “em antecipação dos efeitos da crise pandémica”, o banco liderado por Paulo Macedo registou “um reforço de imparidades de crédito de 59,6 milhões de euros”, refere a Caixa na apresentação.
 

“Este reforço das imparidades de crédito é feito como medida preventiva para os eventuais impactos do contexto económico na qualidade da carteira de crédito (nomeadamente com o fim das moratórias), atendendo a que até à data não existem sinais de deterioração da mesma. Deste modo, e considerando o reforço já efetuado em 2020, a CGD tem no seu balanço cerca de 370 milhões de euros de imparidades preventivas para fazer face aos potenciais impactos na qualidade da carteira de crédito”, refere a CGD.

 

A margem financeira diminuiu 30,2 milhões de euros, ou seja, menos 11,5% face ao mesmo período do ano anterior, “afetada, em especial pela queda das taxas de juro no mercado, com reflexo direto nos indexantes da carteira, bem como pela baixa generalizada dos spreads nas novas operações, fruto da competitividade do mercado”, de acordo com a Caixa.

 

Ao longo dos primeiros três meses, os custos de estrutura recorrentes do banco estatal apresentaram uma redução de 6% face ao período homólogo, “refletindo a continuação da melhoria nos níveis de eficiência”.

 

Por outro lado, a CGD melhorou a qualidade dos ativos, com o rácio de NPL a cair para 3,6%.

 

Já a nível do capital, o rácio CET1 fixou-se nos 18%, “acima da média dos bancos portugueses e europeus, evidenciando a robusta e adequada posição de capital da CGD”, refere a instituição financeira.

 

 

Mais crédito e mais depósitos

 
Nos primeiros três meses, a Caixa revela ainda um crescimento de 4,4% em Portugal no crédito às empresas e negócios (excluindo construção e imobiliário).
 

Quanto aos depósitos de clientes, houve um aumento de 6,5 mil milhões de euros (+9,7%) comparativamente ao primeiro trimestre de 2020, “evolução essencialmente justificada pela captação da CGD Portugal, impulsionado pelo aumento da taxa de poupança das famílias e demonstrando a confiança e vinculação dos clientes na Caixa”.

 
 
(Notícia atualizada com mais informação.)