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CGD está a recolher propostas para venda do BCA e continua sem calendário para o Brasil
RTP NOTÍCIAS

11 Maio 2023, 18:43

por Lusa

 

 

A CGD está a recolher propostas indicativas “até meados de maio” para a venda do Banco Comercial do Atlântico (BCA), em Cabo Verde, mas continua sem calendário para a venda da operação no Brasil, disse hoje o seu presidente.

 

“Estamos em recolha de propostas indicativas até meados de maio, depois vamos ver se estas propostas satisfazem as condições”, disse Paulo Macedo na apresentação dos resultados do primeiro trimestre.

 

Em novembro, Paulo Macedo admitiu que a venda da sua participação no BCA poderia ser concluída este ano.

 

Agora, o administrador espera que “desta vez seja possível aceitar estas propostas”.

 

A Caixa Geral de Depósitos (CGD), detida pelo Estado português, anunciou em 2019 um processo de venda da participação no BCA, no âmbito do plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia, optando por ficar no mercado cabo-verdiano apenas com o Banco Interatlântico, mas a pandemia de covid-19 acabou por condicionar todo o processo, que não avançou.

 

Através do Banco Interatlântico, que detém igualmente em Cabo Verde, a CGD controla 52,65% do BCA, ao que se soma uma participação própria de 6,76%.

 

Já no caso da participação no Banco Caixa Geral – Brasil, Paulo Macedo registou que o Conselho de Ministros recomendou o cancelamento da venda, mas que neste momento o banco público está a preparar-se para “resolver os problemas do banco”.

 

Ainda assim, alertou que a operação não tem ainda “um calendário”.

 

“Não temos um calendário, mas temos a convicção que o banco, com a dimensão que tem, não deve estar no universo da Caixa.

 

O executivo tinha aprovado em maio de 2021 o relançamento da venda do banco, depois de ter falhado o primeiro processo de alienação.

 

Aquando da apresentação de resultados do primeiro trimestre de 2021, Paulo Macedo, presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, que detém o banco, explicou que a operação de venda tinha sido cancelada porque a CGD considerou que as propostas que existiam não defendiam os seus interesses e preferiu não vender a fazê-lo “em circunstâncias não positivas”.

 

A venda do banco da CGD no Brasil fazia parte do plano de reestruturação do banco público, acordado com a Comissão Europeia, mas a sua alienação acabou por não ser concretizada.

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