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Fotografia: Miguel A. Lopes / Agência Lusa

CGD «insiste em não aplicar» aumento de 1%
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AbrilAbril
12 Setembro 2023

 

 

Apesar dos lucros de quase bilião e meio de euros, combinando resultados de 2022 e do primeiro semestre deste ano, a Caixa falou de sustentabilidade para recusar aumento de 1%, diz sindicato.

 

A denúncia foi tornada pública pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), após reunião de conciliação com o banco público para discutir o aumento intercalar de 1% que a administração se recusa a aplicar.

 

A actualização foi decidida pelo Governo, em resultado das reivindicações dos trabalhadores, como forma de atenuar a degradação das condições de vida, resultante da subida da inflação. «Ora, se no caso da Administração Pública, este aumento de 1% é um facto, já no que se refere às Empresas do Sector Empresarial do Estado, onde a CGD se insere, este aumento surge sob a forma de recomendação», critica o sindicato numa nota à imprensa.

 

Na reunião realizada no Ministério do Trabalho, a pedido do STEC, a Caixa Geral de Depósitos, «sem quaisquer condições para negar a indesmentível onda de lucros, que se traduzem em quase um bilião e meio de euros, se considerarmos os resultados de 2022 e do primeiro semestre de 2023, optou por basear a sua recusa numa atitude de prudência relativamente aos aumentos salariais, argumentando que no futuro estes se poderiam tornar insustentáveis», revela a estrutura sindical.

 

A atitude por parte da administração da Caixa foi caracterizada pelo STEC como «desfaçatez» e «imoralidade […] descarada», tendo em conta a desigualdade na distribuição da riqueza gerada pelo banco público. Por outro lado, salienta que a «prudência» relativamente ao aumento intercalar dos trabalhadores não se verificou ao nível das remunerações da administração da CGD, que em 2022 cresceram na ordem dos 37%.

 

O sindicato alerta para a urgência de se melhorarem salários e pensões de reforma no nosso país, que em termos remuneratórios se vai afastando cada vez mais da média da União Europeia, salientando que o crescimento económico de Portugal «não pode assentar numa política de baixos salários».

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