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Sexta-feira, 13 de Maio, 2022

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Cheque para Medina: Caixa paga dividendo de 241 milhões ao Estado
ECO SAPO
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Alberto Teixeira
29 Abril 2022

 

 

Boas notícias para o novo ministro das Finanças: o banco público vai pagar um dividendo de 241 milhões de euros relativos aos lucros que registou no ano passado.

 

Boas notícias para o novo ministro das Finanças, Fernando Medina. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) aprovou o pagamento de um dividendo de 241 milhões de euros depois dos lucros obtidos no ano passado.

 

As Finanças já contavam com dividendos da parte do banco de Estado, com o Orçamento do Estado a prever um cheque de 200 milhões de euros. Mas Medina vai ter um “bónus” de cerca de 40 milhões.

 

Os dividendos dizem respeito aos resultados do ano passado. A Caixa registou um resultado consolidado de 583 milhões em 2021, o que representou uma subida de 18,7% em relação a 2020. Já o resultado individual foi de 441 milhões de euros. Foi com base nas contas individuais que deu luz verde ao dividendo de 241 milhões. Outros 88,3 milhões vão para a reserva legal e outros 112,2 milhões serão incorporados na rubrica “Outras reservas e resultados transitados” do balanço, conforme revela o relatório e contas do banco liderado por Paulo Macedo.

 

A Caixa lembra que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu levantar, a partir de setembro de 2021, as restrições relativas à distribuição de dividendos que estiveram em vigor durante a pandemia. Tendo em conta essa decisão e “a avaliação realizada ao enquadramento em que a instituição desenvolve atualmente a sua atividade”, administração de Paulo Macedo entendeu que estavam “reunidas as condições para retomar a política de distribuição de dividendos em vigor”.

 

Estes dividendos somam-se aos 583,6 milhões de euros que a Caixa já pagou ao Estado desde que implementou o plano de reestruturação em 2017, com Paulo Macedo a cumprir a promessa de que quer devolver aos contribuintes o dinheiro público injetado no banco nessa altura.

 

Além disso, o banco também procedeu em março passado ao reembolso de uma dívida de 500 milhões de euros que contraiu para que Bruxelas desse luz verde ao plano estratégico. O exercício da call da emissão AT1 permitiu poupanças anuais de 54 milhões de euros, segundo o banco, “com reflexo já em 2022, de cerca de 40 milhões nos últimos nove meses”.

 

A implementação do plano de reestruturação 2017-2020 foi um compromisso assumido pelo Governo português junto de Bruxelas a troco de uma recapitalização do banco público no valor de 4,9 mil milhões de euros, dos quais 3,9 mil milhões resultaram do esforço dos contribuintes e outros mil milhões foram financiados pelos investidores.

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