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Sexta-feira, 13 de Maio, 2022

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Governo ainda só ocupa 3.200 metros na sede da Caixa. Banco terá 30 mil disponíveis
ECO SAPO
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Alberto Teixeira
12 Maio 2022

 

 

Paulo Macedo diz que quer reduzir os “custos significativos” com o edifício central que o banco ocupa em Lisboa e partilhar encargos com o Governo.

 

O Governo está a mudar-se para a sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas ainda só ocupa 3.200 metros quadrados, revelou Paulo Macedo esta quinta-feira. O CEO do banco público adiantou que ainda irá disponibilizar mais 30 mil metros até ao próximo ano e que quer reduzir os “custos significativos” que tem com um edifício que está sobredimensionado para os serviços centrais da Caixa.

 

Ocupa “uma parte pequena de uma ala”, foi assim que Macedo se referiu à atual presença do Governo no edifício no Campo Pequeno durante a apresentação dos resultados do banco público.

 

Mas a instituição tem a intenção de ter disponível mais cerca de 30 mil metros no próximo ano, acrescentou. “Depois, a velocidade a que vão ser ocupados, se vão ser ocupados, etc depende de quem vai ocupar”.

 

Macedo reiterou que o tamanho do edifício não se justifica para os serviços centrais do banco e quer, por isso, arrendar e partilhar os encargos. “Este edifício de 90 mil metros quadros não se justifica para os serviços centrais. Há vontade da Caixa em ocupar um espaço menor dos que os 90 mil metros quadrados, há a parte do governo e há que estudar”, disse o CEO da Caixa.

 

Questionado sobre o valor da renda que o Governo paga à Caixa, Paulo Macedo não quis desvendar informações, mas assegurou que o banco “não tem qualquer dúvida que quer deixar de ter o custo significativo que tem” com o imóvel e que “será ressarcida [pelo Governo] do valor da renda e custos de utilização do espaço”.

 

Relativamente à possibilidade de o Governo abdicar de dividendos da Caixa para financiar uma eventual aquisição do edifício, uma notícia avançada pelo Correio da Manhã, Macedo respondeu que “são hipóteses e alternativas”, mas que não conhece a existência de documentos sobre isso.

 

A Caixa registou lucros de 146 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o que representa uma subida de 80% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os resultados foram penalizados pelo reforço das imparidades para a pandemia.

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