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Terça-feira, 25 de Junho, 2024

NOtÍCIAS DE IMPRENSA

Governo alarga certificados à banca para reduzir custos com distribuição
ECO SAPO

Alberto Teixeira
5 Junho 2023

 

 

Bancos não se comprometem a venderem certificados, mas Governo espera baixar custos com a distribuição que está sobretudo nas mãos dos CTT.

 

Os bancos só decidirão se vão comercializar Certificados de Aforro aos seus balcões quando conhecerem as condições, mas do lado do Governo há a expectativa de que ter mais canais de venda além dos CTT vai ajudar a aumentar a concorrência e a baixar os custos com a distribuição deste produto.

 

A possibilidade de os Certificados de Aforro poderem ser subscritos nas agências ou sites dos bancos “responde a uma proposta do IGCP, justificada com o objetivo de estimular a concorrência na distribuição dos Certificados de Aforro e assim potenciar o alargamento dos canais de distribuição à disposição dos investidores, bem como de reduzir os custos de distribuição”, dizem as Finanças.

 

O ministério liderado por Fernando Medida acrescenta que “esta alteração vai ao encontro das observações que têm vindo a ser feitas pelo Tribunal de Contas”, que tem pressionado o Governo a alargar os canais através dos quais pode distribuir os certificados que ganharam enorme pujança nos últimos meses à boleia da subida dos juros e das baixas remunerações dos depósitos.

 

Ainda assim, lembram as Finanças, até hoje nenhum banco manifestou interesse na distribuição dos Certificados de Aforro. “O IGCP não recebeu quaisquer propostas para distribuição destes produtos por parte de outras instituições para além da atual, os CTT”, frisa.

 

O ECO contactou os CTT, mas não obteve uma resposta até à publicação deste artigo. Em todo o caso, os Correios têm obtido um jackpot com a corrida das famílias aos Certificados de Aforro. No primeiro trimestre do ano, tiveram receitas na área dos serviços financeiros de quase 30 milhões de euros, disparando 141,6% em termos homólogos, devido à venda de dívida pública nos seus postos – colocou 7,5 mil milhões de euros entre janeiro e março, um disparo de 550%.

 

Antes de o Governo ter decidido baixar a remuneração dos Certificados de Aforro, os CTT falavam mesmo em “perspetivas sólidas” para este negócio – recebem comissões pela colocação deste produto junto das famílias –, mas a redução da taxa de juro e o alargamento da distribuição aos bancos poderão ter mudado a previsão.

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