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Ida do Governo para a sede da CGD deixa desocupados imóveis avaliados em €600 milhões

Fotografia: © SIC Notícias

Ida do Governo para a sede da CGD deixa desocupados imóveis avaliados em €600 milhões
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SIC Notícias
História de Diogo Cavaleiro • 9 março às 15:33

 

 

Governo vai ter de fazer obras no edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, mas não revela ainda quanto custam. Diz, sim, que espera poupar 6 milhões por ano em rendas e serviços com a concentração de serviços e gabinetes.

 

A concentração de parte dos ministérios na atual sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Lisboa, vai libertar imóveis avaliados em 600 milhões de euros, revelou esta quinta-feira o Governo no comunicado emitido após a reunião do Conselho de Ministros.

 

“Os imóveis públicos que serão desocupados – avaliados em cerca de 600 milhões de euros – poderão ser objeto de rentabilização, visando contribuir para o objetivo de reforço da oferta habitacional”, indica o documento.

 

Ao colocar os ministérios no edifício, para onde já começaram a ser transferidos alguns serviços do Estado mas onde a CGD continua a ter a sua sede, o Governo estima poupar 800 mil euros por ano em rendas que atualmente são pagas aos privados para a ocupação de alguns edifícios.

 

Além disso, as poupanças serão ainda de 5 milhões anuais “em encargos com a gestão de serviços como segurança, manutenção, limpeza, jardinagem, fornecimento de energia elétrica e fornecimento de água”.

 

“A concentração de serviços e gabinetes num único espaço físico potencia sinergias, estimula a criação de redes de comunicação mais próximas, sedimenta o trabalho colaborativo e permite ganhos de eficiência na gestão dos imóveis utilizados pelo Estado”, justifica o comunicado, concretizando-se aquilo que já fora anunciado pelo Governo de António Costa.

 

Não é revelada, porém, a despesa “necessária à concretização das obras de beneficiação e adaptação do edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos”, apenas é dito que ela foi autorizada.

 

Já a CGD procura neste momento um espaço para vir a ocupar, já que pretende sair, até 2026, daquele imóvel, como assumiu o seu presidente, Paulo Macedo, recentemente.

 

O imóvel pertence desde 2010 ao fundo de pensões da CGD mas, com a sua extinção, voltou a ser propriedade do banco público. A Caixa vai, entretanto, entregá-lo sob a forma de dividendo ao Estado, a juntar aos 352 milhões em dinheiro que prevê pagar pelos lucros do ano passado, que superaram os 800 milhões de euros.

 

Não foi ainda revelado qual o valor do edifício nesta altura, nem qual a renda que o banco vai ficar a pagar ao Estado agora que este mudará de mãos.

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