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Metade dos profissionais da área legal diz que cultura de trabalho “tóxica” compromete produtividade
ECO SAPO
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Joana Nabais Ferreira
19 Janeiro 2022

 

 

Quase 40% dos trabalhadores na área legal admitem estar mais “desligados” da empresa, enquanto 20% já teve de ausentar-se temporariamente devido a um incidente que viveu no local de trabalho.

 

O tipo de ambiente de trabalho está diretamente relacionado com a produtividade das pessoas e, consequentemente, da organização. No Reino Unido, metade dos profissionais da área legal diz que a cultura de trabalho “tóxica” que vivem na sua empresa está a afetar a produtividade. E 38% admite mesmo estar mais “desligado” da entidade empregadora, por causa do ambiente pouco saudável em que estão inseridos. Um mal-estar com impacto financeiro, pois a queda de produtividade resultante está a custar milhares de milhões de euros às empresas, revela uma recente investigação elaborada pela empresa de software Culture Shift.

 

“O impacto real da cultura tóxica no local de trabalho não deve ser subestimado. Muitas vezes, as pessoas presumem que o comportamento problemático apenas tem impacto naqueles que o praticam, no entanto a nossa investigação mostra o contrário”, comenta Gemma McCall, CEO da Culture Shift, citada pela Legal Cheeck (acesso livre, conteúdo em inglês).

 

Cerca de 20% dos profissionais inquiridos afirmam ainda que já tiveram de ausentar-se da empresa durante algum tempo devido a um incidente que viveram no local de trabalho. E 17% vai ainda mais longe: admite mesmo que esse incidente acabou por prejudicar a sua saúde.

 

Caso se deparassem ou testemunhassem um caso de assédio ou de perseguição, 29% dos profissionais não teria dúvidas e abandonaria a organização assim que encontrassem um novo emprego.

 

Ao mesmo tempo, quase metade dos inquiridos (46%) diz que encorajaria um colega a arranjar um advogado caso soubesse que este estava a viver um ambiente “tóxico” no local de trabalho.

 

Ambiente “tóxico” passa fatura de milhares de milhões às empresas

 

O impacto de uma cultura menos saudável no local de trabalho vai muito além da saúde e bem-estar dos colaboradores. Afeta também a produtividade da empresa e, em última instância, pode trazer grandes implicações financeiras.

 

“O impacto real da cultura tóxica no local de trabalho não deve ser subestimado.”
Gemma McCall
CEO da Culture Shift

 

A investigação da Culture Shift mostra que o absentismo está a custar milhares de milhões de euros às empresas, devido à perda de produtividade, ao mesmo tempo que os profissionais que são vítimas de bullying e de assédio recebem um pagamento médio de 381 libras esterlinas, o equivalente a cerca de 458 euros.

 

Já a título pessoal, os trabalhadores nestas circunstâncias veem-se obrigados a pagar contas que chegam às 1.692 libras esterlinas (cerca de 2.034 euros), resultado de consultas de terapia e honorários legais, por exemplo.

 

Este estudo foi realizado pela Culture Shift junto a uma amostra de mil profissionais de vários setores no Reino Unido.

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