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Oito em cada dez empregos criados em Portugal são precários
JORNAL ECONÓMICO
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Revista de Imprensa JE e Nuno Braga (versão áudio)

20 Setembro 2021, 07:55
 
 

Nunca houve tanta gente empregada em Portugal, porém, de acordo com os dados do INE, dos 384,9 mil vínculos assinados entre empregador e trabalhador até meio deste ano, mais de 293 mil foram contratos “com termo”.
 

Nunca houve tanto emprego em Portugal. No entanto, até meio deste ano, oito em cada dez novos trabalhadores contratados são precários.
 
Ou seja, dos 384,9 mil vínculos assinados entre empregador e trabalhador, neste período, mais de 293 mil são contratos “com termo” ou “contratos de prestação de serviço”, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados, esta segunda-feira, pela rádio “Renascença“.
 

Ainda segundo os mesmos dados, quase 200 mil destes empregos — mais de metade do total de contratados no primeiro semestre —  pagam menos de 900 euros líquidos mensais.

 

Acresce que cerca de 10% destes trabalhadores vão auferir menos de 600 euros. Ou seja, vão ganhar abaixo do salário mínimo nacional.

 

Estes números surgem numa altura em que há muito tempo não havia tanta gente empregada em Portugal. Em julho eram quase quatro milhões 843 mil pessoas. Já não se verificava um valor tão alto há 23 anos. No primeiro semestre de 2021, a economia gerou 423,6 mil novos empregos (destes quase 39 mil são por conta própria). A maioria dos novos contratos foi conseguida por trabalhadores até aos 34 anos, com a região Norte a comandar a criação de emprego (quase de 150 mil empregos neste período).