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Segundo dia de greve dos trabalhadores da CGD com adesão de mais de 70%, diz sindicato
JORNAL ECONÓMICO

Bianca Marques

31 Dezembro 2021, 09:47

 

 

O STEC congratula-se “pela enorme adesão dos trabalhadores a esta greve histórica e espera que a Administração saiba retirar as devidas ilações”.

 

O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC) disse, esta sexta-feira, que o segundo dia de greve segue com adesão de mais de 70%.

 

Em comunicado o STEC destaca “a adesão massiva dos trabalhadores à mesma, ultrapassando os 70% registados no dia de ontem (primeiro dia de Greve)”. Assim “consolida e demonstra o seu indesmentível e comprovado êxito, em que pelo segundo dia consecutivo, encontram-se centenas de Agências encerradas ou inoperacionais, apenas com a Gerência presente, sem as mínimas condições para prestar qualquer tipo de atendimento ao público”.

 

O STEC congratula-se “pela enorme adesão dos trabalhadores a esta greve histórica, e espera que a Administração saiba retirar as devidas ilações, considerando e atuando na resolução das justas e legitimas reivindicações dos trabalhadores”.

 

No comunicado o STEC aproveitou ainda para criticar algumas declarações da Administração da CGD. “Cerca de 82% dos colaboradores tiveram prémios de desempenho em 2021”, tinha afirmado a Administração.

 

Por sua vez, o sindicato responde que “faltou apenas informar que estes prémios são atribuídos com base em critérios no essencial desconhecidos, arbitrários e discriminatórios com centenas de trabalhadores a ficarem excluídos, apesar de avaliados positivamente, por terem cometido o “erro” de faltar por motivo de doença, prestação de assistência imprescindível e inadiável à família e assistência à filhos menores”.

 

A Administração referiu também que “tem uma tabela de remunerações muito acima dos restantes bancos com quem concorre”. O sindicato rejeita esta teoria e aponta que “Para além de ser falso, [a CGD] esquece-se de informar que esta Administração é a mais bem paga em toda a história da Empresa, auferindo uma remuneração anual, na ordem dos 4 milhões de euros”.

 

“Se a situação social na CGD não fosse trágica e a caminhar para o caos, as declarações da Administração, poderiam bem ser um guião para uma comédia de humor negro”, assegura o STEC.

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