stec_logo
Segunda-feira, 29 de Novembro, 2021

NOtÍCIAS DE IMPRENSA

02_15_jeconomico
Sindicato do Trabalhadores acusa CGD de não cumprir normas Covid. Caixa responde com Plano de Contingência
JORNAL ECONÓMICO
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Maria Teixeira Alves
15 Fevereiro 2021, 18:10
 
 
O STEC, a organização sindical mais representativa dos trabalhadores da CGD, diz em comunicado que tem enviado sucessivas denuncias à administração do banco. A CGD estranha o comunicado do sindicato e responde com detalhes do Plano de Contingência para enfrentar a pandemia.

 

O Sindicato dos Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) enviou um comunicado para as redações que já estava publicado no seu sita há alguns dias, a acusar o banco de não cumprir as regras de cumprimento efetivo das regras de combate à pandemia, emanadas da DGS e do Governo. E cita exemplos dizendo que “se exerce pressão sobre os trabalhadores, incentivando o contacto com os clientes para a subscrição de produtos bancários que depois obrigam à sua presença física… desrespeitando com isso as regras que mandam as pessoas ficar em casa e só saírem por motivos imprescindíveis”. Segundo o STEC acusa o banco de “não cumprir as medidas de mitigação e prevenção do risco de contágio, determinadas para os trabalhadores das Agências da CGD, anunciando-as… mas permitindo a discriminação e a arbitrariedade quanto à sua aplicação” e de “permitir aglomerações de clientes nos espaços públicos circundantes das Agências, com o inevitável perigo de contágio daí resultante… apesar de se emitirem alertas que, teoricamente, o impedem”.
 
“Toleram-se comportamentos negligentes e/ou displicentes de chefias e da CGD, que desvalorizam casos em que os trabalhadores assumiram contacto com potenciais portadores do vírus COVID 19, não cumprindo depois com rigor os procedimentos instituídos e havendo mesmo situações em que não terão sido transmitidas de imediato à DGS as informações exigíveis”, acusa ainda a organização sindical.
 
O banco responde indignado com as acusações do sindicato e invoca a implementação de Plano de Contingência – Coronavírus (Covid-19). “Desde o início da pandemia foi criada uma equipa multidisciplinar que abrangeu as várias áreas do Banco com o objetivo de salvaguardar a saúde dos colaboradores e clientes da CGD, minimizar os riscos de contágio e salvaguardar a manutenção da operativa para podermos manter a prestação dos serviços aos nossos clientes”.
 
“As medidas e regras a aplicar são definidas pela Comissão Executiva, no seio da equipa especificamente constituída para acompanhar a pandemia no Grupo CGD e enviadas aos órgãos diretivos de cada uma das Direções da CGD, para que haja uma aplicação o mais uniforme possível daquelas medidas e regras, diminuindo a discricionariedade de cada Direção”, explica a instituição.
 
A CGD descreve o plano de comunicação interna com “conteúdos específicos e destacados sobre as medidas de prevenção e mitigação no portal SomosCaixa, mensagens infográficas e multimédia diversas, comunicações por mail e mensagens em  vídeo de membros da Comissão Executiva e da Medicina do Trabalho”. Para além de disponibilizar aos colaboradores, “equipamentos de proteção individual (máscaras, luvas, soluções alcoólicas para desinfeção das mãos e desinfetantes de superfície) que são repostos continuamente, e utilização de proteções de acrílico nos postos de atendimento/Front office, e nos Serviços Centrais quando não é possível assegurar o distanciamento de 2 m entre colaboradores”.
 
A CGD fala ainda do “reforço da limpeza e descontaminação/desinfeção diária das instalações do Edifício Sede e da Rede Comercial, e em especial, as zonas de maior risco de contaminação, como as de atendimento ao público, bem como a desinfeção por nebulização das zonas frequentadas por casos positivos primários e casos por contágio secundário da Covid-19”; e da “redução do número de colaboradores a prestar trabalho presencial e adotado o regime de trabalho remoto para todos os colaboradores cujas funções o permitissem, registando-se, desde meados de janeiro, valores médios de cerca de 42% (global) e 86% nos Serviços Centrais”. Lembra que “para tal, tem sido efetuado um substancial reforço, desde o ano passado, na disponibilização de acessos informáticos remotos e no aumento do número de computadores portáteis atribuídos a colaboradores (mais de 5000 computadores portáteis)”.
 
O banco refere ainda o acompanhamento das situações reportadas por uma equipa multidisciplinar e dos valores do trabalho à distância e ausências relacionadas com a Covid-19.
 
A Caixa responde assim à maior estrutura sindical do banco que acusa a maior instituição bancária nacional, de se “limitar à divulgação das regras da DGS e do Governo e depois ‘lavar daí as mãos’ quanto ao seu efetivo cumprimento”.
 
O STEC, a organização sindical mais representativa dos trabalhadores da CGD, com foco e génese exclusiva na empresa e respetivo Grupo, diz que “tem enviado sucessivas denuncias e complementos de ajuda à gestão, lamentavelmente descorados, e na prática, não têm tido resultados concretos”.
 
O sindicato diz na CGD se determina o incremento do teletrabalho e a rotatividade nas várias equipas de trabalho, “para depois o cumprimento desta medida ficar ao livre arbítrio das chefias intermédias”.
 
A Caixa, contactada pelo Jornal Económico, diz que “estranha a oportunidade do envio do comunicado, datado de 21 de janeiro, que acontece poucos dias depois da apresentação dos Resultados anuais relativos ao ano de 2020, e poucas horas depois de uma reunião de Quadros, inteiramente digital, que juntou, de forma pioneira, 4.500 colaboradores. Um momento único e de extrema relevância para o Banco, numa altura em que o foco é a união no combate à pandemia, que nos atinge a todos, clientes e colaboradores”.
 

O Ministro das Finanças, em entrevista ao Jornal De Negócios/Antena 1 este fim de semana, confirmou a intenção de Paulo Macedo liderar CGD no mandato 2021-2024.