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STEC convoca greve e concentração junto à sede da CGD para 9 de agosto (com áudio)
JORNAL ECONÓMICO
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Lígia Simões e Nuno Braga (versão áudio)
02 Agosto 2021, 16:01
 
 
A organização sindical mais representativa dos trabalhadores do grupo Caixa Geral de Depósitos convocou uma greve para o próximo dia 9 de agosto, bem como uma concentração no mesmo dia junto ao edifício sede em Lisboa. Sindicato reivindica uma “negociação efetiva” da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária para 2021 a contabilização dos quatro anos de carreira que foram cortados entre 2013 e 2016.
 
 
O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC), o maior sindicato do banco público, apresentou um pré-aviso de greve para dia 9 de agosto. Em causa está a exigência de uma “negociação efetiva” da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária para 2021 a contabilização dos quatro anos de carreira que foram cortados aos trabalhadores da Caixa dos anos de 2013 a 2016, entre outros pontos de protesto.
 
“O STEC convocou uma greve no Grupo CGD para o próximo dia 9 de agosto, bem como uma concentração no mesmo dia pelas 12 Horas – da CGD – Avenida João XXI”, revela o sindicato nesta segunda-feira, 2 de agosto.
 
Entre as principais razões da greve, o STEC destaca que passam por “exigir da Administração da CGD uma negociação efetiva da Tabela Salarial e Cláusulas de Expressão Pecuniária para 2021”, realçando que o banco público foi a Instituição bancária que “mais lucros obteve em 2020, para os quais os trabalhadores foram determinantes, estando na linha da frente durante a pandemia, no entanto, até à data a empresa não apresentou qualquer proposta de aumentos salariais mesmo após o STEC ser forçado a requerer a conciliação no Mistério do Trabalho e já terem decorrido três reuniões”.
 
De acordo com este sindicato, é ainda reivindicada a contabilização dos quatro anos de carreira que “foram cortados” aos trabalhadores da CGD dos anos de 2013 a 2016. “Assistimos à gradual reposição para o funcionalismo público daqueles anos. E muito bem! O triste é que as leis que recuperaram aqueles anos para aqueles trabalhadores, tenham deixado de fora os trabalhadores da CGD”, explica.
 
Na lista de reivindicações são ainda exigidas “melhores condições de trabalho”, realçando o STEC que “a autêntica razia na redução do número de trabalhadores tem conduzido a um aumento da pressão, assédio e baixas por burnout, a que acresce a imposição de objetivos irrealistas, milhares de horas extraordinárias que não são remuneradas mesmo após as várias denúncias que este Sindicato já fez chegar à Autoridade para as Condições do Trabalho”.
 
O STEC manifesta-se ainda “contra a autêntica banalização e massificação do assédio na CGD, nomeadamente, no ataque de que são alvo os trabalhadores selecionados para saírem da empresa através dos programas de rescisão por ‘mútuo’ acordo e reformas antecipadas que, quando não aceitam a proposta da empresa, perdem os complementos remuneratórios, são transferidos do local de trabalho e passam a desempenhar funções inferiores à sua categoria, prática esta que levou o STEC a instaurar processos em tribunal contra a CGD”.
 

O sindicato destaca ainda a posição “contra a destruição de postos de trabalho e o encerramento de mais agências”. Recorda aqui que entre 2017 e 2020 foram reduzidos 2.300 trabalhadores e 150 agências, tornando, diz, “incomportável o salutar trabalho na empresa, e degradando a consecução do papel de banco público quanto à promoção da coesão territorial e financiamento à economia”.