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Sexta-feira, 13 de Maio, 2022

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Fotografia: Tiago Sousa Dias

Trabalhadores da CGD voltam a renovar greve às horas extraordinárias até 14 abril
CM
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Por Lusa | 14:41

 

 

Posição da empresa “é completamente contrária àquilo que propala nos seus relatórios e contas”, salienta o Sindicato dos Trabalhadores.

 

Os trabalhadores do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) voltaram a prolongar, esta sexta-feira, a greve às horas extraordinárias, que estava prevista terminar esta quinta-feira, até dia 14 de abril, informou a organização sindical.

 

Em comunicado, o Sindicato de Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC), organização mais representativa dos trabalhadores do grupo CGD, informa que renovou o prazo da greve às horas extraordinárias até dia 14 de abril contra o registo de ponto em papel para controlo do horário de trabalho.

 

“A administração da CGD insiste na utilização de papel para o registo de ponto (e não eletrónico) nas agências, não garantindo o reconhecimento de todo o trabalho prestado e contrariando o estabelecido no Acordo de Empresa”, afirma o STEC.

 

Segundo o sindicato, a posição da CGD “é completamente contrária àquilo que propala nos seus relatórios e contas, quando diz que pretende apoiar a “transição para uma economia de baixo carbono” com a aposta no “verde e no sustentável”, bem como na promoção do digital”.

 

O sistema de registo informático dos tempos de trabalho já se encontra operacional na CGD e facilitaria “o controlo do trabalho suplementar que não é registado nem pago e é realizado diariamente de forma massiva na empresa por milhares de trabalhadores”, diz o STEC.

 

Os trabalhadores vão assim continuar a cumprir as sete horas de trabalho por dia que constam no Acordo de Empresa, acrescenta.

 

Já em 21 de fevereiro o STEC anunciou o prolongamento da greve às horas extraordinárias até 18 de março, quando estava prevista terminar em 18 de fevereiro.

 

“Entendemos que se mantêm os pressupostos que levaram ao pré-aviso de greve às horas extraordinárias, onde destacamos o facto de a CGD, ao contrário do que transmitiu ao STEC, ainda não ter implementado em todos os locais de trabalho o controlo do horário de trabalho através do registo eletrónico, garantindo o reconhecimento do trabalho prestado”, sublinhou em fevereiro a organização sindical.

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