A CGD apresentou um resultado líquido de 893 milhões de euros no 1º semestre, mais 4 milhões que o valor alcançado em igual período de 2024, e entregou ao Estado o maior dividendo de sempre, no valor de 850 milhões de euros!
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Mais uma vez, o esforço dos trabalhadores a traduzir-se numa demonstração de resultados em crescendo, com o aumento do volume de negócios, mas com os custos com pessoal a reduzirem–se cada vez mais… |
Na CGD, contrariamente aos lucros em alta, está em baixa o poder de compra, o ânimo e o alento de quem trabalha na Empresa, confrontando-se com cada vez mais degradantes condições de trabalho, numa política continuada de medo e perseguição interna, que apenas visa camuflar a incomportável redução de quadros:
- Exigências e uma pressão louca no dia-a-dia;
- Objetivos irrealistas;
- Mais tarefas e mais normas a cumprir, com elevado risco operacional decorrente dos ritmos de trabalho, potenciando processos disciplinares;
- Ameaças diretas e veladas juntamente com as práticas de assédio crescentes;
- Baixas psicológicas e o aumento do burnout em todas as faixas etárias;
- Constantes atropelos a direitos fundamentais, entre eles os da parentalidade…
Falamos da CGD que anuncia lucros astronómicos e é líder na reputação! Aliás, com prémios e distinções várias em áreas como a Digital e Tecnológica; Solidez; Recursos Humanos, entre outras… e é também a mesma Empresa que recorre ao outsourcing, em áreas fundamentais da atividade, empurrando trabalhadores para o Programa de Pré-Reformas e Revogações por Mútuo Acordo, promovendo a precariedade dentro do Banco Público e colocando em causa a qualidade do serviço prestado aos clientes e às populações.
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Basta de “dourar a pílula”! A “Caixa é Dourada” nos lucros, mas de latão nas condições de trabalho que pratica! O dia a dia de quem trabalha na CGD está desumanizado e é insustentável! De que está à espera a Administração para ouvir e valorizar os trabalhadores, investindo na melhoria das condições de trabalho e no clima social? |
Os lucros são importantes e apetecíveis para qualquer acionista, que neste caso é o Governo, mas não pode o mesmo Governo demitir-se da sua supervisão interna e externa, esquecendo-se dos trabalhadores da CGD, como no caso dos 4 anos de carreira congelados ainda por regularizar!
É importante garantir o bom nome do Banco Público, nomeadamente junto das populações, a quem em primeiro lugar deveria servir, o que face ao precário serviço prestado não acontece!
A Direção