Está em curso o processo de negociação salarial entre o STEC e a CGD, para 2026. Após a marcação da 2ª reunião negocial, que a pedido da CGD foi reagendada para 6 de março, a CGD convocou, entretanto, uma reunião extraordinária para 25 de fevereiro com o intuito de informar que decidiu, unilateralmente, avançar com um adiantamento salarial de 2% ainda em fevereiro! Interpelada sobre a abrangência, informou que a atribuição deste acréscimo salarial incluirá os reformados e que a atualização das pensões ocorrerá, muito provavelmente, no próximo mês de abril de 2026.
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O STEC repudia esta decisão da CGD que, à semelhança do que já havia acontecido em 2024, viola o direito à Contratação Coletiva, subverte as negociações e volta a demonstrar má-fé negocial, fazendo aumentar, no seio dos trabalhadores, o sentimento de injustiça e reprovação.
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Não obstante, a violação pela Administração das normas legais, o STEC não se opõe ao respetivo pagamento com retroativos aos trabalhadores e reformados, mantendo a sua boa-fé negocial e reafirmando a sua disponibilidade para alcançar um consenso. Com a firme convicção de que não abdicará de uma justa atualização salarial, que permita recuperar parte do poder de compra perdido nos últimos anos e que valorize devidamente os trabalhadores pelos resultados históricos que a CGD tem vindo a alcançar, ano após ano.
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Quando se celebram os 150 anos da CGD, apelamos à Administração que passe das palavras aos atos e valorize o papel dos trabalhadores que, todos os dias, dão provas da sua dedicação e empenho, que continuam a sofrer a penalização de terem 4 anos de carreira indevidamente congelados e que não deixarão de mostrar a sua indignação e protesto caso sejam defraudados neste processo negocial. |
A Direção.