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Quinta-feira, 18 de Abril, 2024

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CGD – Apresentar lucros fabulosos, e… ofender quem, com tanto sacrifício, os alcançou!
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A Administração da CGD acaba de apresentar ao país, com toda a pompa e circunstância, os resultados do exercício de 2022. Nesta apresentação, e tal como na quinta reunião de negociações salariais com o STEC, ignorou, mais uma vez, os verdadeiros protagonistas destes resultados, que são, indiscutivelmente, os trabalhadores da CGD, todos os trabalhadores da CGD!

 

Em paralelo com o anúncio de tão chorudos resultados, decorre o processo de revisão salarial para 2023, em curso desde finais de janeiro, no qual a CGD teima em manter a sua posição intransigente de não ultrapassar os 5,1% de aumento da massa salarial e insiste na ameaça de unilateralmente avançar com um adiantamento de 4%, insuficiente para fazer face aos aumentos dos preços decorrentes da inflação e, tão mais grave que isso, deixaria de fora desse adiantamento os reformados e pré-reformados!

 

Lembrar que o STEC tinha proposto um valor igual de 95 euros de aumento para todos os níveis remuneratórios, uma proposta perfeitamente comportável com a sustentabilidade financeira de uma Empresa que acaba de apresentar 843 milhões de lucro!

 

Ao avançar com um adiantamento unilateral, a Administração da CGD, estará a afrontar um conjunto de princípios que o STEC considera inegociáveis:

 

  • Desrespeitará o princípio constitucional do direito de contratação coletiva, e colocará em causa a agenda para o trabalho digno e o acordo de concertação social que o Governo aprovou e ergueu como bandeira, ao impor unilateralmente adiantamentos salariais!
  • Pretende com isso desvalorizar e subverter o papel dos Sindicatos, como legítimos representantes dos trabalhadores, procurando menorizar o seu insubstituível papel no processo de negociação da tabela salarial!
  • Fomentará a desigualdade geracional, abrindo um grave precedente e procurando dividir quem é hoje do ativo, daqueles que ao longo de uma vida construíram a CGD e estão agora na reforma e na pré-reforma, discriminando-os e deixando-os de fora desse adiantamento salarial!
  • Ignora a alta taxa de inflação em que vivemos, bem como o contínuo aumento dos bens essenciais se avançar com um adiantamento salarial abaixo do justo e necessário, mesmo sabendo que nos últimos 6 meses de 2022 e primeiros meses de 2023, a inflação gravitou entre os 8% e os 10%!

 

Haverá por certo uma tendência de para a História apenas ficar registado que a CGD apresentou em 2022 muitas centenas de milhões de Euros de lucro e muito provavelmente de quem era à data a Administração… e nada mais!

 

Mas o STEC, em defesa da verdade e da justiça, continuará a lutar e nunca irá deixar cair no esquecimento outros factos que lhe estão por detrás e que têm de ser divulgados com a mesma pompa e circunstância que estes chorudos lucros.

 

  • Falamos dos sacrifícios pessoais e familiares exigidos, das pressões laborais, do assédio e das ameaças praticadas, das milhares e milhares de horas trabalhadas e não pagas, da “cenoura” dos prémios anunciados, mas que no ato do pagamento foram brutalmente reduzidos, ignorando os esforços desenvolvidos e as expectativas criadas!
  • Falamos da necessidade de um aumento salarial justo que fique vertido inequivocamente na tabela salarial e que se reflita em todos os trabalhadores, pré-reformados e reformados, permitindo-lhes fazer face aos abruptos aumentos de preços de todos os bens e que jamais terão reversão.

 

Perante a gravidade da situação, o STEC exige a intervenção da Tutela e da Assembleia da República, tendo, ainda este mês, já agendada uma audição com a Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças e continuará a lutar intransigentemente por aumentos salariais justos e dignos!

 

 

A Direção

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