Passaram cerca de 9 meses desde o momento em que o Governo apresentou o Pacote Laboral, com mais de cem alterações à atual Legislação Laboral, representando um violento “ataque” aos trabalhadores e pretendendo aprofundar a precariedade já existente.
Foram 9 meses de intensa luta que envolveram manifestações com milhares de trabalhadores, a entrega dum abaixo-assinado com mais de 190 mil assinaturas e uma Grande Greve Geral a 11 de dezembro de 2025, onde os trabalhadores demonstraram claramente a sua rejeição ao Pacote Laboral!
Terminado agora o processo em Concertação Social sem se ter chegado a um acordo, o Governo vai avançar com uma Proposta de Lei na Assembleia da República, baseada no anteprojeto inicial e com os “contributos que considera úteis e que retirou deste processo”. Contributos esses que demonstram que não houve nenhum recuo relativamente à proposta inicial em todas as matérias centrais, nomeadamente, ao pretender despedimentos sem justa causa, ataque à contratação coletiva, alargamento do âmbito dos contratos precários, limitação dos direitos à greve e à organização sindical, limitação dos direitos de parentalidade, imposição de bancos de horas individuais, entre outros exemplos.
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A Direção do STEC, embora em período eleitoral, considera de forma unânime que os motivos para aderir à Greve Geral de 11 de dezembro do ano passado se mantêm, já que, o documento intitulado “Trabalho XXI”, representa um retrocesso social e laboral que ameaça pilares essenciais da proteção no trabalho e fragiliza direitos fundamentais. |
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Esta é uma questão que diz respeito a todos os trabalhadores e também na CGD, há razões acrescidas para aderir à Greve: |
- Após o adiantamento unilateral de aumento salarial de 2%, exigir da Administração da CGD a continuidade do processo negocial da Tabela Salarial e Cláusulas de Expressão Pecuniária para 2026, que permita recuperar minimamente a perda de poder de compra dos Trabalhadores e Reformados;
- Exigir à Administração da CGD a implementação urgente de medidas que solucionem o fim das práticas de pressão e a grave degradação das condições de trabalho, nomeadamente, nas Agências: quanto à falta de trabalhadores, aumento do tempo de espera no atendimento aos clientes, trabalho suplementar não pago, objetivos irrealistas, sistemas informáticos insuficientes;
- Início imediato de negociações diretas tendo em vista a contabilização dos 4 anos de serviço (2013 a 2016) na carreira dos trabalhadores da CGD.
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O STEC apresentou um pré-aviso de Greve para o dia 3 de junho, reafirmando que existem todas as razões para que os trabalhadores lutem contra o Pacote Laboral que o Governo pretende impor, num quadro em que se verifica um brutal aumento do custo de vida, apelando a uma participação massiva de todos os trabalhadores do Grupo CGD, em defesa dos seus direitos e do seu futuro. |
Apelamos à tua participação!
Vamos rejeitar o Pacote Laboral! Não ao retrocesso!
Mais salários! Mais direitos! Mais Serviços Públicos!
Junta-te ao STEC e a Todos os Trabalhadores!
A Direção