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Domingo, 25 de Fevereiro, 2024

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Aumentos salariais na CGD – Negociações
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Após a terceira reunião de negociação com a CGD, sendo a próxima já para a semana, continuamos sem chegar a um acordo, mas as negociações continuam…

 

A CGD subiu a sua proposta para 3.5% de aumento médio, mas sempre referindo que estava condicionada ao aumento máximo de 5.1% da Massa Salarial (de que a tabela salarial é uma parcela) imposto pelo Despacho do Secretário de Estado das Finanças e da Secretária do tesouro de 15/12/2022.

 

Assim, a CGD mantém uma posição muito distante da proposta do STEC e da necessidade dos trabalhadores e reformados terem um aumento remuneratório que permita responder minimamente à inflação e ao aumento brutal do custo de vida.

 

Apesar disso, o STEC apresentou uma nova proposta negocial, que passava por um aumento único para todos os níveis de 100€ e uma negociação específica para as Cláusulas de Expressão Pecuniária (Diuturnidades, Subsídio de Almoço, Subsídio de Apoio Nascimento/Adoção, Subsídio de Estudo…). A CGD considerou que isso aumentaria a massa salarial para um nível superior ao que estavam autorizados e a reunião parou por aí.

 

Neste cenário, constatamos mais uma vez que estamos perante uma Administração insensível à degradação social que se vive, aos trabalhadores e reformados da CGD, perante uma situação que começa a ser insustentável e que exige um urgente aumento de salários e pensões de reforma…

 

Entretanto, constatamos que várias Empresas, mesmo do Setor Financeiro, que estão muito distantes dos lucros da CGD, acertam aumentos bem mais significativos! Há que perguntar… PORQUÊ?

 

Depois de, abusivamente, termos sido considerados funcionários públicos e penalizados nos salários e carreiras, constatamos que o Orçamento de Estado de 2017 reconheceu a injustiça de que fomos alvo, mas nada foi corrigido e 4 anos de trabalho continuam esquecidos. Os trabalhadores da CGD continuam na “terra de ninguém”, onde ao sabor dos interesses de cada momento, somos considerados funcionários públicos ou… em concorrência com os privados!

 

E agora, nesta negociação salarial, segundo a CGD, parece que os trabalhadores voltaram a ser funcionários públicos! Mas só os trabalhadores… porque a Administração desde 2016 deixou de ter qualquer limite máximo nas suas principescas remunerações!

 

Que cada um faça uma reflexão sobre esta inadmissível situação, numa Empresa que à custa do nosso esforço acumula milhões e milhões de lucros, mas que se continua a recusar reconhecê-lo.

 

Os lucros da CGD e os múltiplos esforços e sacrifícios que lhes estão por detrás, têm um nome e um rosto inapagáveis…. o de cada um dos homens e mulheres que aqui trabalham.

 

Vamos estar atentos e informados.
Não vamos aceitar desculpas esfarrapadas.
A história mostra-nos que as promessas ilusórias, se pagam sempre caro!

 

 

A Direção

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