Foram anunciados os fabulosos lucros do primeiro semestre de 2024 na CGD, 889 milhões de euros! Uma subida de 46,2% face ao período homólogo!
Estes lucros resultam em grande medida do esforço e dedicação dos trabalhadores, que todos os dias, com condições de trabalho cada vez mais degradadas e desumanizadas, falta de meios humanos e em alarmante exaustão, produzem riqueza para a Empresa aumentando o negócio e a sua produtividade. É gritante a desconsideração pelos trabalhadores no Banco que destacadamente apresenta os maiores lucros em Portugal!
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Não deixa de ser irónico que no dia do anúncio dos lucros, no âmbito do processo de conciliação da negociação salarial deste ano, se reuniu pela segunda vez, a CGD com o STEC na DGERT (Ministério do Trabalho), e que a última proposta para 2024 apresentada pela Administração da CGD, pasmem-se, foi: 3,2% de aumento na retribuição base, com o valor mínimo de 60 euros (média ponderada de 3,6%); sem aumento das diuturnidades. |
Ou seja, a Administração da CGD mantém a sua postura de total intransigência, de quem apenas quer impor e não negociar, não reconhecendo a importância do trabalho de quem ano após ano vê diminuir o seu poder de compra em contraponto com os lucros em crescendo que se vêm acumulando.
Os argumentos para este bloqueio negocial da Administração são os já conhecidos e manifestados ao longo das 8 reuniões de negociações salariais diretas com o STEC. Ignorando que a CGD está robusta e de boa saúde financeira e que os trabalhadores precisam de ser valorizados, reconhecidos e de recuperar algum do poder de compra perdido desde 2010, sem que com isso se coloque em causa a sustentabilidade da Empresa e que tal se expressa na Tabela Salarial!
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A CGD como único Banco Público e um dos maiores Bancos a operar em Portugal, deveria ser uma referência quanto às boas práticas de emprego, dignificando e valorizando as condições de vida dos seus trabalhadores, mas lamentavelmente esta Administração pretende perpetuar e aprofundar a perda de poder de compra desses trabalhadores! |
Esperará esta Administração, que os trabalhadores aceitem de bom grado esta desconsideração e desvalorização das suas condições salarias e laborais, sendo que todos os dias são vítimas de pressões internas e externas, que os atingem incondicionalmente física e psicologicamente, a si e aos seus?
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O STEC deixa uma garantia: Não aceitará assinar aumentos que não sejam justos para os trabalhadores, e continuará a lutar por aumentos dignos e necessários para os trabalhadores e reformados da CGD! |
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A Direção