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Quinta-feira, 18 de Abril, 2024

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CGD – Um silêncio intolerável!
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Todos assistimos à inflação galopante, à subida obscena do custo de vida, ao “aperto de cinto”, à dificuldade de aquisição de muitos bens essenciais, mas… o que pensará disto, a Empresa onde trabalhamos? A grandiosa instituição pública CGD! O maior, o mais credível e mais lucrativo Banco do país!

 

A CGD? Até agora nada! Apenas um inqualificável e ensurdecedor silêncio!

 

Nem mesmo após as medidas de apoio de algumas Empresas, nomeadamente Bancos da tão apregoada concorrência, com lucros bastante inferiores aos apresentados pela CGD, e que com essa atitude mostraram o seu reconhecimento por todos os que ali trabalham, mas surpreendentemente a Administração da CGD continua “muda e queda” como se vivesse numa redoma!

 

Ouvimos frequentemente a Administração justificar a sua gestão com base no tal “mercado concorrencial e muito competitivo” e que não se pode colocar à margem deste. Então agora temos o direito de perguntar:

 

Perante as medidas que outros Bancos já implementaram para apoiar os seus trabalhadores de forma a mitigar os efeitos da inflação, será que a CGD neste caso já não irá justificar-se com a concorrência? Ou só considera a concorrência apenas para cortar rendimentos e direitos aos trabalhadores?

 

O STEC solicitou uma reunião com carácter de urgência ao Presidente da Comissão Executiva no sentido de serem apresentadas um conjunto de medidas que visem mitigar os efeitos desta esmagadora inflação. Simultaneamente aguardamos resposta da CGD à proposta de revisão da tabela salarial intercalar e excecional.

 

O STEC está como sempre esteve disponível para dialogar e negociar, mas não pode nem vai aceitar que os trabalhadores e reformados sejam ignorados e desconsiderados por uma Empresa cuja Gestão não assume a sua responsabilidade social, num dos momentos mais exigentes das últimas décadas!

 

Temos perfeita noção que os nefastos efeitos da inflação não atingem todos por igual, já que existem na CGD cidadãos que auferem mensalmente remunerações da ordem dos 15, 20 ou 30 mil euros, acrescidas de um bónus anual de centenas de milhares de euros, com transporte gratuito e generosas despesas de representação.
A estes é óbvio, que a inflação galopante e o aumento do custo de vida… nada lhes diz!

 

Que cada trabalhador da CGD, saiba tirar as devidas ilações desta triste realidade!

 

 

A Direção

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