Terça-feira, 23 de Junho, 2026

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Nos 150 anos de vida a CGD pagou um Prémio de Desempenho… melhorado!
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Mas, recordemos, “furou” as negociações salariais e adiantou… 2% de aumento!

 

Tudo isto depois de anos seguidos com lucros superiores a mil milhões de Euros…

 

Que ilações tirar desta atitude da Administração?

 

  • Que o Prémio de Desempenho agora atribuído não compensa o esforço contínuo de quem constrói estes resultados recorde: os trabalhadores da CGD.
  • Que o adiantamento de 2% não foi um gesto de boa vontade; foi uma manobra deliberada para condicionar e sabotar o processo negocial com o STEC.
  • Que o aumento da inflação está a degradar a situação social dos trabalhadores da CGD e em particular a dos seus reformados e pré-reformados.
  • Que, mais uma vez a Administração mostra a sua falta de consideração pelos trabalhadores e o desprezo que os reformados e pré-reformados da CGD lhe merecem.

 

Valerá a pena recordar que:

 

Em 1996, nos seus 120 anos de existência, a CGD decidiu atribuir um mês de salário extra a todos os trabalhadores! E… não existiu qualquer contrapartida redutora no aumento salarial desse ano!

 

Num contexto de lucros recorde e de um custo de vida que não cessa de subir, a CGD insiste em ignorar a premência de atualizar salários de forma digna, e após mais uma reunião negocial com a DPE, a sua proposta mantém-se fixada em, pasme-se, 2%… após um ano de 2025 com lucros de praticamente dois mil milhões de euros (1.904 milhões euros).

 

Face à brutal subida dos combustíveis, o STEC propôs à CGD a atribuição, a todos os trabalhadores, de um “Apoio á Mobilidade” no montante de 40€.

 

O Prémio de Desempenho agora atribuído, embora justamente devido, não substitui o salário nem resolve a perda continuada e abrupta de poder de compra dos trabalhadores e dos reformados da CGD.

 

Na verdade, sem aumentos salariais dignos, qualquer prémio não passa de um paliativo insuficiente e efémero, face às crescentes dificuldades que atualmente se vivem.

 

Assim, o STEC reivindica:

 

  • Aumentos salariais que respondam ao brutal agravamento do custo de vida.
  • Reconhecimento efetivo do contributo dos trabalhadores para os resultados históricos da CGD.
  • Uma política remuneratória que valorize quem garante o funcionamento diário da instituição.
  • A contagem integral dos 4 anos de carreira (2013/2016).

 

A Administração tem de entender que a paz social e o sucesso da instituição dependem do respeito por quem nela trabalha. Não aceitaremos que a CGD continue a ignorar a perda de poder de compra dos seus trabalhadores, bem como dos pré-reformados e reformados.

 

 

A Direção.

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